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Na mídia
Feira em SP tem novidades em produtos
Data de veiculação: 16/04/12
Tipo: Online
Veículos adaptados, desfiles de moda com modelagem especial, computador controlado pelo movimento dos olhos, elevador para piscinas, atividades esportivas, livros infantis impressos em braille e com imagens em relevo. Tudo isso pode ser encontrado até hoje, na 11ª Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (ReaTech), no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. O operador de caixa e estudante de fisioterapia Bruno Ricardo Rodrigues da Silva decidiu participar de uma corrida em cadeira de rodas para sentir a dificuldade que um cadeirante tem ao usar esse tipo de equipamento. "Nunca tinha sentado em uma cadeira de rodas. É uma sensação estranha no começo, sem poder mexer as pernas para poder virar a cadeira de rodas ou poder olhar para trás. Foi interessante porque vi a dificuldade deles [das pessoas com deficiência]", disse.
Uma arena esportiva foi montada pela Associação Desportiva para Deficientes (ADD), entidade sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento da pessoa com deficiência por meio do esporte e da educação. "Convidamos entidades de todo o Brasil para fazer apresentações de modalidades paraolímpicas como vôlei, basquete e futebol. Assim, podemos contribuir para que as pessoas tenham a oportunidade de praticar alguma modalidade", declarou Sileno Santos, coordenador de Esportes da ADD. No estande da Fundação Dorina Nowill para Cegos, os visitantes são convidados a "ver a vida com outros olhos". A ideia da fundação foi instalar diversas atividades sensoriais para estimular os cinco sentidos. "Assim, a gente começa a perceber que, sem a visão, há outras possibilidades também", disse Adriana Kravchenko, gerente de Marketing e de Comunicação da fundação.
"Uma grande novidade da feira são os livros infantis em textos ampliados e em braille, além de ilustrações em relevo. São livros que servem para os pais lerem para as crianças, com deficiência ou não, para os professores aplicarem em salas de aula e para as próprias crianças", explicou Adriana Kravchenko. Todos os livros foram distribuídos para 5 mil bibliotecas públicas de todo o país. "A criança com deficiência visual só consegue ter uma percepção da letra e da parte de alfabetização por meio do braille. Tendo recursos para poder ler, ela consegue se alfabetizar", ressaltou.
Dados do Censo de 2010 indicam que 23,9% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, o que representa um universo superior a 45 milhões de pessoas. Na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida decidiu fazer um censo, este ano, para conhecer as regiões com o maior número de pessoas com deficiência. Os dados serão usados para a criação de políticas públicas voltadas para a acessibilidade e a inclusão.




