|

Logo da Fundação Dorina Nowill

Formulário de Busca

Blog

Na mídia

Medidas preventivas

Data de veiculação: 09/08/12

Tipo: Impresso

 

Medidas preventivas

Alguns cuidados básicos rotineiros ajudam o paciente a evitar problemas oculares. Cabe, portanto, ao farmacêutico também indicar estas ações e orientá-lo na prevenção

Mudar o estilo de vida do paciente portador de uma doença crônica é um desafio para todos os profissionais de saúde. É muito difícil convencer o paciente de que além do medicamento, da possibilidade da cirurgia e do acompanhamento médico regular, ele precisa mudar também posturas e comportamentos para manter a doença sob controle. No geral, a prevenção parte de uma melhoria nas condições de vida da população, que resulta em melhoria da saúde em geral, inclusive a ocular.

Mais importante, segundo o presidente do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Canrobert Oliveira, é o papel do farmacêutico e de todos os profissionais de saúde, que devem lembrar e alertar sempre o paciente sobre a disciplina de buscar, pelo menos uma vez ao ano, a avaliação oftalmológica preventiva, mesmo aqueles que não têm nenhum problema diagnosticado. “Um check-up consiste em uma avaliação clínica e biomicroscópica no consultório do oftalmologista, seguida da medição da pressão ocular e exame de fundo de olho. Observar a rotina de exames preventivos é a forma mais segura de garantir a saúde ocular”, orienta.

A gerente de serviços especializados da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Eliana Cunha Lima, lembra, porém, que nem todo distúrbio visual é doença. “Uma coisa são as doenças e outra são os erros de refração oculares, os quais a lente (de óculos ou lentes de contato), corrige. Nestes casos, 49% a 50% da população brasileira possui alguma prevalência, tal como miopia, presmiopia, astigmatismo etc.”, esclarece. “Mas, independentemente de ser doença (que pode ou não levar à deficiência) ou não, em caso de qualquer alteração ocular, o farmacêutico deve orientar o paciente a procurar um oftalmologista com urgência porque no olho (retina) estão as células, de fato, mais complexas do corpo humano”, alerta.

Uma medida simples e que ajuda na prevenção diária contra doenças oftalmológicas é uma dieta balanceada, sem muitas gorduras, a prática de exercícios e o uso dos óculos de sol e lentes de contato com proteção contra raios solares. ”Do contrário, o paciente pode desenvolver fotofobia, dor e lacrimejamento, desde a pele ao redor dos olhos, até o cristalino, acelerando o processo de surgimento da catarata (opacidade do cristalino), por exemplo”, explica o médico do HOB. Na conjuntiva, a exposição excessiva e desprotegida ao sol pode ocasionar, também, pterígio (tecido carnoso que cresce sobre a córnea) ou ainda tipos de neoplasias.

Outro fator externo que pode acarretar problemas precoces à visão é a administração de alguns medicamentos. “A catarata, por exemplo, que é a maior causa de cegueira reversível do mundo, pode ser acelerada ou ter origem tóxica, resultado de um processo cumulativo de toxinas no cristalino, por decorrência de ingestão especialmente de alguns medicamentos, opacificando esta lente natural dos olhos antes da idade prevista, que é ao redor dos 60 anos de idade”, explica Eliana Cunha Lima, da Fundação Dorina Nowill.

O corticoide, presente em medicamentos para tratar asma, alergias, dores reumáticas, rinites e outras doenças, é o mais usado e mais prejudicial. “O farmacêutico, como profissional da saúde, deve estar consciente e alertar os consumidores desse perigo, pois, consciente, o paciente fará o acompanhamento dos impactos da medicação em seu organismo de forma mais adequada”, lembra o médico da HOB. “Os únicos colírios que podem ser usados sem prescrição, mas com cuidado, são os lubrificantes oculares ou lágrimas artificiais”, diz a especialista da Fundação Dorina Nowill.

Neste sentido, “o farmacêutico é o profissional que está em contato direto com o paciente e, portanto,é sensível às necessidades, cuidados e orientações à saúde da população”, conclui o Dr. Oliveira.

Lentes de contato

A lente de contato é uma opção ao uso dos óculos para compensar os efeitos refrativos. Devido à seriedade com que deve ser tratada a sua relação com o olho, foi recentemente considerada ato médico pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), cabendo somente ao médico oftalmologista a indicação, adaptação e acompanhamento. No geral, exige disciplina no uso e cuidados de higiene constantes que garantam a adequada oxigenação e nutrição da córnea, a fim de evitar depósitos de substância derivadas dos produtos de limpeza e proteínas da lágrima. Feito isso, não causa maiores problemas à visão, a não ser em uso discriminado e desorientado, podendo, nestes casos, ferir o órgão.

Audiodescrição da Foto No1 : Moça loira, pele clara, olhos azuis, está com a cabeça apoiada em aparelho oftalmológico para realizar exame. Ela olha fixamente para o aparelho.. 

Audiodescrição da Foto No2 :Senhor de pele clara . Possue cabelos e bigode brancos  . Está utilizando jaleco branco , típico de médico,  e gravata branca.

DICAS PARA PROTEGER OS OLHOS DE DOENÇAS OCULARES

Informações relevantes para o farmacêutico indicar aos pacientes:

* Quem trabalha com funções que podem pôr em risco os olhos deve usar sempre protetor ocular;

* Se cair qualquer líquido nos olhos, é preiso enxaguá-los imediatamente com bastante água limpa;

* Usar óculos ou lentes de contato apenas quando prescritos por médicos oftalmologista;

* Cuidados com resíduos de maquiagem que podem provocar alergias ou cair nos olhos;

* Utilizar sempre óculos escuros em ambientes com claridade excessiva ou ao expor-se ao sol, com proteção UBA e UVB;

* Ingerir dieta pobre em gorduras e rica em minerais e folhas verdes;

* Fazer exercícios com frequência;

* Procurar o oftamologista periodicamente

Fonte: Ministério da Saúde e Instituto de Moléstias Oculares

Quem somos

Há mais de seis décadas a Fundação Dorina Nowill para Cegos tem se dedicado à inclusão das pessoas com deficiência visual, por meio do acesso à educação e a cultura. Oferece programas de clínica de visão subnormal, educação especial, reabilitação e empregabilidade, além de produzir e distribuir livros braille, falados e digitais acessíveis.

Fundação Dorina Nowill para Cegos

Rua Doutor Diogo de Faria, 558 • Vila Clementino • São Paulo/SP - Fone: (11) 5087.0999 / Fax: (11) 5087.0977

Produzido por Espiral Interativa

  • XHTML 1.0 Strict Válido
  • CSS Válido!
  • Totalmente Valido WCAG 2.0
Faça sua doação