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Histórico

1946

CRIAÇÃO DA FUNDAÇÃO PARA O LIVRO DO CEGO NO BRASIL

No dia 11 de março de 1946 foi registrado em cartório o primeiro estatuto da recém-criada Fundação para o Livro do Cego no Brasil; naquele período Dorina Nowill estava nos Estados Unidos fazendo um curso de especialização para educação de deficientes visuais. O objetivo primordial da Fundação, que teve como sua primeira presidente Adelaide Reis Magalhães, era a produção de livros em braille, mas já existia a preocupação com atividades relacionadas à educação e inclusão dos deficientes visuais na sociedade. No início a instituição funcionou em uma sala cedida pela Cruz Vermelha Brasileira, mas depois Adelaide conseguiu, no prédio Itaquerê, localizado à Rua da Quitanda, nº 94, duas salas, onde passaram a funcionar a biblioteca e o escritório.

  • 1946

1947

ENSINO DE CEGOS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

O curso de especialização para educação de deficientes visuais foi integrado na estrutura do Instituto de Educação Caetano de Campos. Foi o passo inicial, real, concreto e objetivo para que a educação de cegos se integrasse como um processo dentro da própria educação brasileira.

  • 1947

1949

PREVENÇÃO À CEGUEIRA

Lançada a Campanha de Prevenção à Cegueira, iniciativa da instituição em conjunto com a Clínica Oftalmológica da Escola Paulista de Medicina, hoje integrada à Universidade Federal de São Paulo. Naquele ano foi criado o Departamento de Educação de Cegos, mediante convênio com a Secretaria de Estado da Educação.

1950

IMPRENSA BRAILE

Durante seu período nos Estados Unidos, Dorina Nowill pleiteou, junto à Kellog Foundation, a doação de uma imprensa braille para a Fundação. Depois de uma extenuante entrevista, na qual a diretoria da Kellog Foundation apresentou resistências à doação devido a uma experiência negativa com outro país latino-americano, o Peru. Apesar disso, a decisão final foi positiva e a Kellog doou dez mil dólares para a compra dos equipamentos, sob a condição de que a manutenção fosse garantida pelo governo brasileiro. A Imprensa no início dos anos 1950 ficava em um espaço emprestado pela Prefeitura do Município de São Paulo, na Rua Prates, Bom Retiro, ao lado de um depósito de lixo. Depois foi para os Baixos do Trianon.

  • 1950

1951

DORINA ASSUME A PRESIDÊNCIA

Dorina de Gouvêa Nowill assume a presidência da instituição, onde atuou por mais de 60 anos.

1952

NOVA SEDE

Lançada a pedra fundamental da nova sede da instituição, na Rua Dr. Diogo de Faria.

1953

LEI DE INCLUSÃO DOS DEFICIENTES VISUAIS NA ESCOLA E NO TRABALHO

No dia 3 de setembro de 1953 a lei que instituía as Classes Braille e o Ensino Itinerante foi aprovada no Estado de São Paulo. Essa lei também foi um marco muito importante na educação de cegos no Brasil; é o reconhecimento dos legisladores brasileiros de que o educando cego tem o mesmo direito que os outros à educação, sempre que possível nas mesmas escolas e com os mesmos recursos educacionais. Foi uma grande vitória para a Fundação. Após muito esforço e dedicação da Fundação para a regularização da educação para cegos no Brasil, em 1961 a Lei de Diretrizes e Bases da Educação abrangeu todo o território nacional e veio regulamentar esse direito em todo o país.

HELLEN KELLER NO BRASIL

Hellen Keller vem ao Brasil como hóspede oficial do governo e conhece a instituição.

  • 1953

1955

INAUGURAÇÃO DO PRÉDIO NA RUA DIOGO DE FARIA

Para construir um prédio provisório para a Bienal de São Paulo, os engenheiros da Prefeitura de São Paulo visitaram a Imprensa Braille que ficava nos Baixos do Trianon e acharam que as colunas fictícias eram de sustentação. Eles não procuraram ver se aquela parte do Trianon tinha capacidade de sustentação; dessa forma, construíram um prédio com peso sobre canos de água que foram maquiados para melhorar a estética do local.

Após o incidente ocorrido no espaço ocupado pela Imprensa no Trianon, o prefeito na época mandou fazer um estudo no Patrimônio da Prefeitura, selecionou alguns terrenos e o que pareceu melhor à diretoria vigente foi o da Rua Dr. Diogo de Faria. Nessa área estão situadas a APAE, a Associação da Criança Defeituosa, a Cruz Verde, muitas organizações das pessoas deficientes e a própria Faculdade Paulista de Medicina, hoje Universidade Federal de São Paulo e Hospital São Paulo.

  • 1955

1960

DÉCADA DE 1960 – CLÍNICA DE VISÃO SUBNORMAL

Uma grande parte dos deficientes visuais em todo o mundo é formada de pessoas portadoras de visão muito baixa; são resíduos visuais que variam conforme a lesão que o indivíduo apresenta. A Fundação foi pioneira no oferecimento de treinamento e estágio para muitos profissionais que estão hoje trabalhando com visão subnormal. Oftalmologistas, professores, assistentes sociais e ortoptistas fizeram estágio na clínica de visão subnormal da Fundação. A clínica contou com a grande vantagem da infraestrutura da Fundação através das equipes de Educação e Reabilitação.

  • 1961 - Década de 60

1961

CAMPANHA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARA CEGOS

Por seu trabalho incansável em prol dos deficientes visuais à frente da Fundação para o Livro do Cego no Brasil, Dorina foi nomeada diretora da Campanha Nacional de Educação e Reabilitação de Deficientes Visuais. Sua gestão durou até 1973.

1962

SERVIÇO DE REABILITAÇÃO NA RUA CUNHA

Pioneiro no Brasil, o serviço de reabilitação foi uma vitória para a Fundação. Depois de muito esforço, o Centro de Reabilitação de Cegos foi inaugurado em 1962, numa casa alugada próximo à instituição, porque não havia espaço no prédio. Esse primeiro centro de reabilitação, novidade no país, só foi instalado após a devida preparação de uma equipe e o levantamento de recursos para alugar o local. Alguns anos depois todos os serviços foram unificados e levados para o prédio da Rua Dr. Diogo de Faria.

  • 1962

1972

INÍCIO DA PRODUÇÃO DO LIVRO FALADO

A Fundação iniciou a produção do livro falado no Brasil a partir de 1972. Naquela época os livros eram gravados em cassetes de 6 pistas, que armazenavam de seis a doze horas de gravação, com equipamentos doados pela Clarke & Smith da Inglaterra. Os reprodutores eram emprestados aos clientes da biblioteca, que podiam ouvir as gravações em suas casas.

Os primeiros ledores (pessoas que fazem a gravação) eram atores voluntários, como Stênio Garcia, Irene Ravache e Carlos Alberto Ricelli, que ajudaram a popularizar o serviço entre os deficientes visuais. Posteriormente a Fundação contratou profissionais, como Drausio de Oliveira e Carlos Campanille. Nos anos 1980 a produção passou a ser feita em cassetes comuns e a partir de 2000 os livros começaram a ser distribuídos em CD.

  • 1972

1974

V ASSEMBLEIA GERAL DO CONSELHO MUNDIAL PARA O BEM-ESTAR DOS CEGOS

Em 1974, o Brasil recebeu a Assembleia Geral do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos; foi um grande evento na seara dos congressos organizados pela Fundação no Brasil. Depois dessa data muitos outros eventos científicos nacionais e internacionais ocorreram.

  • 1974

1979

INTERVENÇÃO PRECOCE

No Ano Internacional da Criança, a Fundação criou o serviço de estimulação precoce para atender bebês que nascem cegos ou com baixa visão.

1984

NOVO ESTÚDIO PARA O LIVRO FALADO

Naquele ano houve a inauguração do novo estúdio para a produção de livros falados em cassetes comuns, o que representou grande avanço tecnológico em relação ao sistema de gravação anterior, que era o de 6 pistas. Com a nova mídia, o acesso ao livro falado foi extremamente facilitado e os deficientes visuais se beneficiaram com mais uma iniciativa inclusiva da Fundação.

1985

PRESIDENTE DA ULAC

Dorina de Gouvêa Nowill participou da criação da União Latino-Americana de Cegos – ULAC, sendo eleita a primeira presidente honorária da organização.

1989

MODERNIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE BRAILLE

Apoiada pelo Banco Itaú S/A, a Fundação conseguiu o aperfeiçoamento do sistema informatizado da produção de livros em braille, com a instalação de estereótipos eletrônicos.

CONSTITUINTE RATIFICA CONVENÇÃO DA ONU

O Congresso Nacional ratifica a Convenção 159, da Organização Internacional do Trabalho, que trata da reabilitação, treinamento e profissionalização dos cegos.

  • 1989

1991

NOVO NOME

Reformulado o estatuto da Fundação para o Livro do Cego no Brasil. Em homenagem a sua idealizadora passou a chamar-se Fundação Dorina Nowill para Cegos.

1996

REFORMA DO PRÉDIO

Em seu cinquentenário (1946-1996) a Fundação Dorina passou por uma grande reforma, que possibilitou estruturar mais tarde os serviços de atendimento especializado e a produção de novos formatos para livros acessíveis.

  • 1996

1999

PROFISSIONALIZAÇÃO

Teve início o processo de profissionalização, com a vinda de empresários para ajudar na direção da Fundação Dorina.

2000

DORINA ASSUME NOVO CARGO

Dorina de Gouvêa Nowill deixa o cargo de diretora-presidente e torna-se presidente emérita e vitalícia. Carlos Alberto Lancelotti assume como diretor-presidente da instituição.

2002

LIVRO FALADO DIGITAL E CATALOGAÇÃO DO ACERVO HISTÓRICO

Início da produção de Livro Falado em CD, após pesquisa realizada pelo Departamento de Voluntariado com usuários do serviço sobre a aprovação e presença de aparelhos para reprodução do novo formato. Nesse mesmo ano a Fundação iniciou a catalogação de seu acervo histórico para a consolidação de um museu que contasse sua história aos cidadãos.

2003

CURSOS DE INFORMÁTICA PARA DEFICIENTES VISUAIS

Iniciam-se os primeiros cursos de informática para deficientes visuais na Fundação Dorina. Os cursos são ministrados por professores voluntários e vão desde as ferramentas básicas do computador até programas específicos para deficientes visuais.

Nesse mesmo ano, Alfredo Weiszflog assume como diretor-presidente da instituição e Carlos Lancelotti é eleito presidente do Conselho de Curadores.

  • 2003

2005

INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE MEMÓRIA DORINA NOWILL

Depois de um longo processo de inventário, documentação, reconhecimento do acervo, conservação e pesquisa, foi inaugurado em homenagem à fundadora Dorina Nowill o museu da Fundação, com a denominação de Centro de Memória por seu acervo reunir fotos, documentos escritos e objetos.

A exposição permanece aberta ao público com visitas educativas agendadas.

2006

NOVAS TECNOLOGIAS

A Fundação Dorina passa a investir no desenvolvimento de livros digitais acessíveis.

2007

LIVRO DIGITAL ACESSÍVEL

Lançamento do Livro Digital Acessível – Lida.

2008

LIVROS DAISY

Lançamento do Livro Digital Acessível Daisy, formato internacional de acessibilidade de leitura. A instituição é pioneira na produção de livros nesse formato em língua portuguesa.

  • 2008

2010

ETERNA DORINA

Nesse ano, a instituição perde sua idealizadora, presidente emérita e vitalícia Dorina de Gouvêa Nowill.

LIVRO INFANTIL INCLUSIVO

A Fundação Dorina lança seu primeiro título infantil em tinta/braille “Dudu da Breka”.

  • 2010

2011

NOVOS RUMOS

Em 22 de fevereiro, Adermir Ramos da Silva Filho assume como novo diretor-presidente e Alfredo Weiszflog passa a presidir o Conselho de Curadores da instituição. Em 11 de março a Fundação Dorina Nowill para Cegos completa 65 anos de existência, e é lançado um selo comemorativo para marcar a data.

  • 2011

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Prêmios

Troféu da premiaçãoO reconhecimento mundial da atuação da Fundação Dorina e de Dorina de Gouvêa Nowill em prol do desenvolvimento e da inclusão social de pessoas com deficiência visual é concretizado por diversos prêmios e outras homenagens concedidas por organizações do mundo todo, pelo governo brasileiro e por organizações brasileiras. Confira mais sobre a premiação

Quem somos

Há mais de seis décadas a Fundação Dorina Nowill para Cegos tem se dedicado à inclusão das pessoas com deficiência visual, por meio do acesso à educação e a cultura. Oferece programas de clínica de visão subnormal, educação especial, reabilitação e empregabilidade, além de produzir e distribuir livros braille, falados e digitais acessíveis.

Fundação Dorina Nowill para Cegos

Rua Doutor Diogo de Faria, 558 • Vila Clementino • São Paulo/SP - Fone: (11) 5087.0999 / Fax: (11) 5087.0977

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