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2 de maio de 2016

Artigo: A inclusão da criança com deficiência visual na escola regular

Descrição de imagem: Fotomontagem com o fundo de madeira escura. Na metade da imagem, à esquerda, há ícones ilustrativos diversos (nuvem de diálogo com o texto "wi-fi", desenho de uma pessoa com bengala, setas, envelope, um @ e outros). Na outra metade da imagem, há uma caneca de café, o pedaço de um teclado de computador, um óculos de grau, um celular e parte de um caderno com um lápis azul e um vermelho sobre ele. Fim da descrição.

Artigo por Eliana Cunha de Lima (*)

Concretizar na rotina escolar o que foi estabelecido por lei é um dos grandes desafios da atualidade. Hoje, ouvimos depoimentos recorrentes de alunos com deficiência visual e de suas famílias no sentido de que falta qualificação por parte dos professores; há ausência ou insuficiência de materiais adaptados e acessíveis que possibilitem um desempenho escolar adequado; e os ambientes são pouco permeados com atitudes que realmente favoreçam a verdadeira inclusão.

Ao mesmo tempo, as declarações dos educadores revestem-se cada vez mais de tons de súplica de quem não sabe o que fazer e como desempenhar seus papéis para contemplar a inclusão de todos.

Frustração, ansiedade e desesperança de todos os atores envolvidos no atual cenário educacional levam à reflexão sobre quais mudanças a escola regular deve promover para garantir uma prática pedagógica adequada a todos os alunos.

É fato que o professor deve conhecer a temática da deficiência visual com foco no aluno. Aprender o sistema de leitura e escrita Braille, as variáveis que acompanham a percepção visual dos alunos com baixa visão e os recursos por eles utilizados para obtenção de um maior rendimento escolar, noções básicas de orientação e mobilidade, recursos tecnológicos são exemplos de competências a serem desenvolvidas para o pleno desenvolvimento da criança com deficiência visual.

Assim, não nos parece suficiente apenas a legislação e a “boa vontade” para haver a verdadeira inclusão escolar. Torna-se indispensável que cada escola busque a capacitação dos seus educadores e professores; realize adaptações curriculares; e adquira material escolar acessível como parte fundamental do processo. Além disso – e mais do que tudo isso – a escola deve garantir um ambiente acolhedor, onde o respeito à dignidade do ser humano não seja apenas discutido, mas exercitado por toda a comunidade escolar.

(*) Eliana Cunha de Lima é Assessora de Serviços de Apoio à Inclusão da Fundação Dorina Nowill para Cegos; Mestre em Psicologia da Educação/PUC-SP; Ortoptista Pós-Graduada/UNIFESP; Membro da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal; Especialista em Visão Subnormal/Santa Casa de Misericórdia (SP); Orientadora Familiar pela Universidade de Navarra.

Para saber mais sobre o tema, inscreva-se no Seminário de Educação Inclusiva – Avanços e Possibilidades

17 de junho – 8h às 18h
Investimento a partir de R$60
Auditório da FIESP
Programação, informações e inscrições: http://www.fundacaodorina.org.br/o-que-fazemos/cursos-e-palestras

@Crédito Ora Bolas Estúdio Fotográfico